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domingo, 28 de janeiro de 2018

3 Receitas reconfortantes para este Inverno - 3 Comfort food recipes for this Winter


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A menos que estejam no himisfério sul, a esta altura do ano, as temperaturas frias do Inverno fazem pensar duas vezes antes de nos aventurar-mos lá fora. Sentimos falta de algo que nos conforte fazendo face as temperaturas frias à e falta de sol.
Hoje apresento-vos 3 sugestões de comida reconfortante que faz parte das minha escolhas preferidas durante esta estação do ano. Sigam os links para verem as receitas! Todas as receitas são veganas.
Disfrutem!


Um chili de quinoa super nutritivo. Vejam a receita aqui./ Recipe here.


Uma sopa Marroquina super confortante. Vejam a receita aqui./ Recipe here.


A minha versão vegana da tradicional feijoada. Vejam a receita aqui./ Recipe here 


English Version


Unless you are located in the southern hemisphere, at this time of the year, the cold Winter temperatures make us think twice before we venture ourselves outside. We have the need for something that comfort us facing the cold temperatures and the lack of sunshine.
Today I present you with 3 suggestions of comfort foods that make part of my food preferences during this season. Follow the links for the recipes. (Under each picture)
Enjoy! All vegan recipes.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Bolo de bolacha vegano - Só 3 ingredientes! - Graham crackers's cake

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No outro dia vi um post no Facebook com bolos de bolacha veganos. Entretanto perdi-o de vista e resolvi criar a minha própria versão.Como cá em casa adoramos chantily de côco da Soaytoo pensai em usá-lo para criar este bolo super simples, delicioso e rápido de confeccionar. É definitivamente uma alternativa mais saudável ao tradicional bolo de bolacha Português. E é vegano!





Ingredientes:
1 pacote de bolacha maria (ver nota 1)
1 pacote de chantilly de côco
2 expressos

Opcional: côco ralado para salpicar. Um splash de rum para dar um toque especial.

Modo de preparação:
Bater as natas de côco que devem estar bem frias. Adicionar o rum aqui se desejado.  Reservar.
Molhar as bolachas uma a uma no café. Dispor num prato com a forma desejada.
Colocar um colher de chá de chantilly no topo de cada bolcha. Repetir por várias camadas até obter a altura desejada do bolo.
Reservar um pouco de chantilly para barrar o bolo no final se desejado. Salpicar com côco ralado e já está. Refrigerar por 30 min antes de servir.

Nota 1 : As bolachas marias que usei apesar de não conterem produtos animais na sua composição tinham um aviso em caso de alergias que indicava a possibilidade de conter traços de leite. Deste modo se forem 100% vegan tenham atenção à marca de bolachas que escolhem.

Nota 2: O bolo não é muito doce, por isso para pessoas mais gulosas sugiro que sirvam com um fio de xarope de ácer.. Yumm!


English version

Saw a post on facebook the other day about vegan graham crackers cake (it's a Portuguese thing). I ended up loosing that post but still I wanted a vegan version of that cake. So I decided to create my own version. Here at home we love this Soyatoo coconut whip cream so much that I had the idea of using it for my cake version. It turned out tobe a very simple, delicious a quick treat. It definitely is a much healthier to the tradicional Portuguese version. And it's vegan!

Ingredients:
1 package of graham crackers (see note 1)
1 package of coconut whip cream Soyatoo
2 expressos coffee

Optional: Coconut flakes to sprinkle on top. A dash of rum for extra flavour.

Methode: 
Whip the coconut cream which is best when chilled. Add a splash of rum if you would like. Set aside.
Dip the crackers one by one in the coffee. Place them in the desired shape on a plate.
On top of each cracker place a teaspoon of the whipped coconut cream.
Repeat until you have the desired height. 
Save a little bit of the cream if you wish to cover the cake afterwords. Sprinkle with coconut flakes.
Refrigerate for 30 minutes before serving.

Note 1: The graham crackers I used, despite having no animal products on their ingredient list, had a warning saying that they may contain traces of dairy. If you are straight vegan look for a brand that you know it's 100% vegan.

Note 2: The cake is not very sweet. If you wish to add more sweetness you can serve it with a drizzle of maple syrup.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Pão de abóbora Sefardita - Butternut Challah


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       Já lá vão uns anos.. O tempo passa, o mundo pula e avança, e eu nunca pensei voltar ao Menu Verde. 
Continuo com um pé entre Portugal e Islândia e com uma mãozinha na Irlanda. Existem muitos projectos no ar, sonhos em vias de realização, família e vida acadêmica, tudo junto dando forma a este delicioso bolo que é a vida. 

Mas cá estamos de volta e esperamos ter vindo para ficar. Quanto a vós caros leitores, puxem de uma cadeira e sentem-se: o pano vai subir!

     Hoje trago-vos uma receita que tem vindo a marcar presença na nossa mesa em dias de festa faz já alguns anos. É uma das nossas favoritas e é baseada num livro que vos aconselho muito: "Blessing of a bread" de Maggie Glezer. O livro conta-nos diversas histórias de famílias Judias, com receitas e tradições.  

Rende 2 pães grandes

Ingredientes:
170 gr. puré de abóbora (butternut squash, assada no forno durante 45min/ 1h a 180 ºC)
10 gr. de fermento granulado ou 20 gr. de fermento fresco
1 c.c. cardamomo em pó
1 c.c. gengibre em pó
750 gr. farinha para pão (150 + 600)
210 gr. água morna
100 gr. açúcar (50+50)
12 gr. sal marinho
2 ovos biológicos + para pincelar
110 gr. óleo de girassol
sementes de sesamo para salpicar



Faz-se assim

  1. Activar o fermento: o fermento + 150 gr. de farinha + toda a água + 50 gr. açúcar. Misturar muito bem e deixar descansar até que duplique de volume. Pode ser amassado directamente no robot de cozinha.
  2. Adicionar os restantes ingredientes à mistura do fermento e trabalhar a massa suavemente na velocidade mais lenta no robot de cozinha até que a massa se começe a despegar dos lados da taça. Se optarem por amassar à mão façam uma covinha no centro da farinha e despejem a mistura do fermento e todos os restantes ingredientes para o centro. Trabalhem a massa até que fique tudo homogêneo. 
  3. Levedar a massa por cerca de 2 horas; a cada 30 min dobrar a massa para que esta ao subir e descer trabalhe melhor glúten, resultando num pão mais fofinho. (Este passo é particularmente importante se a massa for trabalhada à mão, o que não necessitará de tanto esforço).
  4. Dividir a massa em a) 6 partes iguais se optarem por fazer tranças b) 8 partes iguais se optarem por fazer este entrançado redondo (ver fotos)
  5. Entrançar, e deixar descansar, 30 min, coberto com um pano. Pré aquecer o forno a 200 ºC
  6. Pincelar o pão com ovo e salpicar com sementes de sésamo.
  7. Enfornar, baixando a temperatura para 180 ºC. Coze entre a 45-60 min. Troquem a posição dos pães a meio da cozedura pois estes não caberão no mesmo tabuleiro.



English Version


       Few years have passed since you last hear from me... Time passes, the World continues and evolves, and I have never though I would be back at Menu Verde's Kitchen. 
With my feet  between Portugal and Iceland and little hand over in Ireland, there are many projects in the air, dreams on the verge of becoming true, family, academic life, all together shaping the delicious cake that we call "Life".
But I am back and hopping to stay. So pull a chair, take a sit and let the curtains rise; the show is about to begin!

      Today I bring you an old time favorite, always making a presence on special occasions. This bread recipe is based on the fabulous book "Blessing of a bread" by Maggie Glezer. It is a very interesting book that tells us many stories about Jewish families, their traditions and their recipes. 


For 2 big breads

Ingredientes:
170 gr. butternut squash puree (bake the butter squash for 45-60 min at 180 ºC, then process it until smooth)
10 gr. dry yeast or 20 gr. fresh yeast
1 tsp. Cardamom powder
1 tsp. ginger powder
750 gr. bread flour (150 + 600)
210 gr. luke warm water
100 gr. sugar (50+50)
12 gr. sea salt
2 organic eggs + brushing
110 gr. sunflower oil
sesame seeds for sprinkling

Method




  1. Make a yeast slurry to activate it: yeast + 150 gr.of flour + all the water + 50 sugar. Combine all of these ingredients and let it rest until in doubles in size. You can use a kitchen mixer for this if you like.
  2. Add the rest of the ingredients to the yeast slurry and gently work them into the dough. Work the dough on the stand mixer until it starts to stick away from the sides of the bowl. If you intend to mix it by hand then make a well in the middle of the dry ingredients and place all the wet ingredients in the center. Start mixing until is all a sticky mess and then start kneading until it looks homogenous. It does not need to be perfect as you can see in the next step.
  3. Let the dough proof for 2 hours; in which every 30 min you should punch the dough and fold it again. This will stretch the gluten in the dough resulting in a extra fluffy bread. (This is especially important if you choose to make it by hand, requiring less effort to work the gluten).orço).
  4. Divide the dough in a) 6 equal parts if you would like to have regular braids with 3 strands or  b) 8 equal parts if you would like to have this beautiful round shaped braid with 4 strands. (see pictures)
  5. Plait the dough, and let proof for 30 min. covered with a tea towel. Preheat the oven now at 200 ºC.
  6. Brush the breads with egg wash and sprinkle with sesame seeds. 
  7. Bake in separated trays for 45-60 min. Lower the temperature to 180 ºC as soon you place the breads in the oven. Exchange the position of the trays half way so that both breads get equally baked. (I suppose you will be baking on the top and the other on the bottom of the oven)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Beijinhos de coco - Coconut kisses


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Olha o Inverno destemido e imponente, trouxe-nos um manto branco de veludo, e hoje também algum sol...E esse vento frio que gela as nossas bochechas, é o mesmo vento que enregela nossas mãos quando estas se aventuram fora dos bolsos... Já para não falar nos narizes que ao final de minutos deixam de dar sinais de vida... Inverno branco que enalteces a beleza Artica da nossa Islândia, deixai que ela permaneça adormecida no seu sono de beleza profundo, que nós buscaremos alento entre cobertores de lã, docinhos e chávenas de chocolate quente! 




Ingredientes - 10 beijinhos de coco, ou um tipo de Rafaellos mais saudáveis :P
40gr manteiga de cacau20gr óleo de coco25gr xarope de agave escuro80gr coco ralado + para revestir1/4 c. chá de baunilha em pó 1/2 c.chá raspas de lima bio10 avelãs

Faz-se assim...
Em banho-maria aquecemos levemente a manteiga de cacau. Adicionamos todos os outros ingredientes à excepção do coco ralado para revestir...Se a misturar não estiver bem firme, e for impossível dar forma aos chocolatinhos, guardar a mistura no frigorífico por 30 min. Formar 10 bolinhas (1 colher de chá de massa por bolinha +/-). No centro de cada bolinha colocar uma uma avelã.Revestir as bolinhas com coco ralado e já está :)






*** English version ***

Look at this fearless and majestic Winter, he brought us a gorgeous velvety snow mantle and today some sunshine to go with it... And the cold wind which freezes our cheeks, is the same wind that frosts our hands whenever they try to go out of our pockets... Not to mention our poor noses, after a few minutes exposed to cold they cease to live!
Oh white Winter, enhancing the grace of our Artic Iceland, leave her to doss in her deep sleep of beauty, while we humans will seek comfort in woolen blankets, sweets and mugs of hot chocolate!  

Ingredients - 10 coconut kisses, or some kind of healthier Rafaellos
40gr cocoa butter
20gr coconut oil
25gr dark agave sirup
80gr grated coconut + some to coat
1/4 tsp of vanilla powder
1/2 tsp lime zest (organic)
10 hazelnuts 

Method...
In a water bath slightly warm up the the cocoa butter. Add in all the other ingredients, except the coating coconut. If the mixture is not very sticky and falling apart, place it in the fridge to harden up for 30 min.Give shape to 10 small balls (1 tsp of mixture for each ball roughly). In the center of each ball hide an hazelnut :) Coat the balls with some grated coconut and that's it!  






domingo, 30 de novembro de 2014

O mito da proteína - The protein myth




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O mito da proteína... 

   Ainda há muita gente que pensa que as dietas veganas e vegetarianas são pobres em proteína e por isso incompatíveis com actividades físicas que requerem mais esforço, o que não é verdade.

   As proteínas de origem animal porque são muito complexas requerem esforço extra do nosso corpo para que sejam digeridas/assimiladas. 
   A quantidade de sucos gástricos e enzimas necessárias para digestão de alimentos tão complexos como a carne fazem parte de um processo que exige demasiada energia física. 
Se o corpo está ocupado a digerir alimentos tão pesados não terá tanta energia para outras funções tão importantes como a regeneração de tecidos, e outras funções vitais prioritárias. 
Um dos outros motivos pelo qual proteína animal é tão nefasta para o corpo humano é porque torna o ph corporal ácido, quando este deveria ser alcalino. Quando isto acontece vários mecanismos corporais são accionados de forma a restabelecer o ph alcalino. Sendo os ossos a fonte mais disponível de matéria alcalina, cálcio é então lixiviado dos ossos de forma a balancear o ph corporal, resultando em vários problemas ósseos.
   Infelizmente o processo não termina aqui! Uma vez restabelecido o ph, os resíduos de cálcio são então filtrados nos nossos preciosos rins que forçadamente desempenham o seu papel. Os rins sofrem bastante neste processo pois as partículas de cálcio com o tempo tornar-se-ão em dolorosas calcificações mais conhecidas por cálculos renais...
O pancreas também sofre; durante o processo da digestão de alimentos de origem animal estes requerem a secreção de mais enzimas digestivas levando o pancreas à exaustão. Eventualmente este orgão deixará de exercer as algumas das suas funções o que levará ao seu mal funcionamento. Esta situação é claramente visível em pessoas que sofrem de diabetes... Independentemente se sofre diabetes ou não este órgão deveria ser bem estimado já para não falar no resto do nosso precioso corpo! 

Então que tipo de proteínas devemos nós consumir? 

   Todas as proteínas são compostas por aminoácidos, aminoácidos estes que não passam de 'tijolos de construção' no nosso organismo. Por isso na alimentação vegana e vegetariana é muito importante o consumo de alimentos variados a todas as refeições de forma a obter proteínas completas. Temos de ter a certeza de que fornecemos ao nosso corpo todos os componentes para que este possa fazer as 'reparações' necessárias do dia a dia, sem sobrecarregar o sistema. Aqui ficam alguns exemplos:


Arroz integral conjuntamente com feijões...
Brown rice and beans...



Quinoa...



Nozes de diferentes tipos...
Nuts of all kinds...

Sementes variadas, como de abóbora, girassol, cânhamo, linhaça, chia etc...
Several seeds such as pumpkin seeds, sunflower seeds, hemp seed, chia, flaxseed etc...



Outras leguminosas como lentilhas, grão de bico, feijões etc...
Other beans and pulses such lentils, chickpeas etc...



Batata doce...
Sweet potato...



English version

The protein myth...

   There are still lots of people out there thinking about vegan and vegetarian diets being low in protein thus not recommended for more demanding and straining physical activities and sports, which is not truth.  

   Proteins from animal sources are very complex requiring an extra effort from our bodies to get digested and assimilated.    
The amount of gastric juices and enzymes required to process such complex foods as meat are very demanding in terms of  physical energy. 
   If the body is busy digesting foods it surely has no time to do other sorts tasks like repairing body tissue or even taking care of the vital functions properly!
   Another reason why animal protein is so harmful for our health has to do with the body ph; animal products turn our ph acidic and out of balance as the general body ph needs to be alkaline. 
When this situation happens body mechanisms are triggered in order to bring it back in balance. Bones are the more readily available source of alkaline matter in our bodies, therefore calcium is leached out from our bones to reestablish our body ph. Of course this will result in numerous bone health issues on its own.
   Unfortunately damages go even further, once the ph has been balanced out lots of calcium residues are dispersed in the blood stream thus to be filtered by our precious kidneys. The kidneys then struggle with all this massive particles and as time goes by it will end up forming all sorts of calcified deposits which eventually will harden giving origin to painful kidney stones.
   The pancreas also suffers; during the digestive process more enzymes are required to digested foods of animal source, exhausting the pancreas leading to malfunction of this organ which is clearly visible in people suffering from diabetes... Regardless if one suffers from diabetes or not this organ should be well cared for as the rest of our precious body!

Which type of proteins do I need to consume then?

   All the proteins are made of amino acids which are kind of the building blocks of our body if you would like. So if you are having a vegan or vegetarian diet you have to make sure you have lots of diverse foods in all of your meals.     

   Variety is the key here! If you follow this rule you are sure that you will be supplying your body plenty of different nutrients and amino acids to preform all the day to day repair tasks. You can see some examples above in the pictures.


Image sources:
http://www.just-health.net/Quinoa-Vs-Brown-Rice.html
https://atasteofbrazil.wordpress.com/2013/08/02/brazilian-beans/
http://www.thegardengrazer.com/2013/01/crazy-for-quinoa.html
http://www.nuts.com.au/
http://www.trueactivist.com/the-top-10-healthiest-seeds-on-earth/
http://healthyplate5.blogspot.com/2012/12/beans-beans-they-are-good-for-your-heart.html
http://delraycra.org/tag/sweet-potato/